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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Análise espacial dos casos de hipertensão arterial do Vale do Paraíba

Ellen Binotto de Castro, LUIZ FERNANDO COSTA NASCIMENTO
UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ - Taubaté - SP - BRASIL

INTRODUÇÃO: A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é a mais frequente das doenças cardiovasculares. No Brasil são cerca de 17 milhões de portadores de HAS, 35% da população acima de 40 anos.

A análise espacial é um instrumento importante para a saúde pública, tanto no diagnóstico quanto na prevenção, pois permite a implantação de programas de saúde nas áreas que necessitam de maiores investimentos, evitando gastos desnecessários, além de aumentar a eficácia de estratégias já existentes, de acordo com os riscos identificados em cada território.

O objetivo deste trabalho foi identificar o padrão espacial dos casos de internação por hipertensão essencial nos municípios do Vale do Paraíba paulista entre 2002 e 2011.

MÉTODOS: Estudo ecológico e exploratório, utilizando técnicas de análise espacial dos dados de internação por hipertensão essencial no Vale do Paraíba entre 2002-2011. A análise estatística espacial utilizou uma base de dados georreferenciados de 35 municípios e rotinas de estatística espacial. Os dados de internações foram obtidos no Portal Datasus do Ministério da Saúde. As variáveis estudadas foram o número de internações por sexo masculino e feminino. Para avaliação da dependência espacial foram utilizados os coeficientes de autocorrelação global de Moran. Aplicou-se também a técnica de kernel. Foi utilizado o programa Terraview 4.2.2.

 

RESULTADOS: Foramregistradas 11387 internações. As maiores incidências de internações estão nos municípios de Santa Branca, São Bento do Sapucaí, Santo Antônio do Pinhal, Guaratinguetá, Aparecida e Cunha (figura 1); e podemos identificar um aglomerado com 11 municípios onde ocorre dependência espacial. O coeficiente de Moran Global mostrou significância estatística (p<0,05) para a incidência de internações por HAS. O Mapa de Kernel foi utilizado para estimar a densidade da taxa de internações por HAS (figura 2), no qual a área de maior densidade de casos de internações compreende os municípios de Roseira, Aparecida, Potim, Guaratinguetá, São Bento do Sapucaí, Santo Antonio do Pinhal e Campos do Jordão.

Figura 1:Taxa de HAS nos municipios do Vale do Paraíba.

Figura 2: Mapa de Kernel da taxa de internação por HAS nos municípios do Vale do Paraíba.

CONCLUSÕES: Foram identificadas maiores densidades de internações por HAS no médio Vale do Paraíba paulista, sendo possível identificar municípios que tem prioridade de intervenção para diminuir as taxas de internação por esta doença.

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