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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Achados tromboembólicos em pacientes com insuficiência cardíaca submetidos a necropsia

Lyna Kyria Rodrigues de Almeida, Layara Fernanda Lipari Dinardi, Thiago Vicente Pereira, Thaisa Silveira Barbosa, Silvia Moreira Ayub-Ferreira, Luiz Alberto Benvenuti, Edimar Alcides Bocchi, Victor Sarli Issa
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: Eventos tromboembólicos representam parte significativa da morbidade na Insuficiência Cardíaca. Entretanto, poucos estudos avaliaram a ocorrência de eventos embólicos em pacientes com insuficiência cardíaca submetidos a autópsia.

Métodos: Analisamos 1241 necropsias do nosso serviço entre o período de janeiro de 2000 até maio de 2005 e selecionamos 500 pacientes com diagnósticos de insuficiência cardíaca, choque cardiogênico ou miocardiopatia ao exame necroscópico. Pacientes com miocardiopatias congênitas, doenças do pericárdio e choque pós-operatório foram excluídos. Os diagnósticos necroscópicos e clínicos foram confrontados e as discrepâncias categorizadas em classes I-IV em ordem decrescente de importância em relação à terapêutica e ao prognóstico. As causas dos óbitos foram estudadas de acordo com os cenários clínicos específicos.

Resultados: Foram estudados 500 autópsias, dentre as quais foram encontrados 250 pacientes com eventos tromboembólicos relatados no exame necroscópico. A idade média deste último grupo foi 73,5 ± 10,6 anos; 152 (60,8%) pacientes eram homens e 98 (39,2%) mulheres. De acordo com a análise, 80 (32%) dos 250 pacientes tiveram um evento tromboembólico como causa específica do óbito: infarto agudo miocárdio esteve presente em 53 (66.3%) pacientes, embolia pulmonar em 18 (22,5%) pacientes e embolia sistêmico em 6 (7,5%). Um total de 180 eventos tromboembólicos foi considerado relacionado à causa do óbito em 119 pacientes. Dentre esses pacientes, os principais eventos foram: 59 (32.7%) com trombose intracardíaca, 35 (19.4%) com embolia pulmonar, 32 (17.7%) com embolia sistêmica e 31(17.2%) com infarto agudo do miocárdio; 51 (20.4%) pacientes tiveram eventos tromboembólicos que não foram correlacionados com a causa da morte. A análise adicional de 232 prontuários médicos acessíveis desses pacientes encontrou discrepâncias entre os diagnósticos in vivo e post-mortem em 191(82.3%): discrepâncias classe I ocorreram em 56 (24.1%) pacientes, classe II em 35 (15.1%), classe III em 38 (16.4%) e classe IV em 62 (26.7%). Embolia pulmonar foi a causa de morte em 24 (42.9%) pacientes com discrepância classe I.

 

Conclusão: Eventos tromboembólicos são frequentemente associados com o processo de morte em pacientes com Insuficiência Cardíaca. Embolia pulmonar é a principal discrepância diagnóstica entre os diagnósticos in vivo e post mortem desses pacientes.

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