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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Metotrexato associado a uma nanoemulsão lipídica melhora acentuadamente a função cardíaca e o estado inflamatório após infarto agudo do miocárdio em ratos

Raul C Maranhao, MC Guido, AD Lima, AF Marques, ER Tavares, DL Bispo, MD Melo, R Kalil Filho, JC Nicolau, VM Salemi
Instituto do Coração - HCFMUSP - São Paulo - SP - Brasil, Faculdade de Ciências Farmacêuticas - USP - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: O infarto agudo do miocárdio (IAM) é acompanhado por processo inflamatório, fibrose miocárdica e remodelamento ventricular, que contribuem para disfunção ventricular e insuficiência cardíaca. Previamente, demonstramos que o tratamento com metotrexato (MTX) associado à nanoemulsão lipídica (LDE) reduziu a inflamação e proliferação na lesão aterosclerótica em coelhos. A associação do MTX à LDE aumentou a captação celular da droga em noventa vezes. O objetivo do estudo foi investigar os efeitos do tratamento com LDE-MTX em ratos submetidos à indução do IAM.

Métodos: Ratos machos Wistar foram submetidos à ligadura da coronária esquerda (IM). Os animais IM foram divididos em 3 grupos: IM-controle, tratados apenas com LDE; IM-MTX, tratados com MTX na forma comercial; IM-LDE+MTX, tratados com LDE-MTX. Os animais foram tratados semanalmente com MTX na dose de 1 mg/kg, I.P. Ecocardiograma foi realizado 24 horas e 6 semanas após a cirurgia. Os animais foram então sacrificados para análises morfológicas e moleculares do ventrículo esquerdo (VE).

Resultados: Comparado ao IM-controle e IM-MTX, o tratamento com LDE-MTX melhorou acentuadamente a função sistólica do VE, dilatação cardíaca, espessura relativa de parede e massa do VE. Além disso, o tratamento com LDE-MTX reduziu significativamente o tamanho do IAM, necrose dos miócitos, processo inflamatório, hipertrofia cardíaca e fibrose miocárdica na região não infartada do VE. Houve menor expressão proteica de CD68 (macrófagos) e dos fatores pró-apoptóticos (caspase 3 e Bax) e maior expressão do fator anti-apoptótico Bcl2 e das enzimas antioxidantes (SOD-1 e catalase) no grupo tratado com LDE-MTX. Os animais tratados com LDE-MTX também não apresentaram toxicidade.

 

Conclusão: A melhora da função cardíaca e a redução do tamanho do IAM promovidas pelo tratamento com LDE-MTX indicam que essa nova formulação é elegível para estudos clínicos, o que também é fundamentado pela ausência de toxicidade significativa da preparação. O aumento acentuado da captação celular de MTX quando associado à LDE provavelmente foi responsável pela ação superior da formulação de nanopartículas.

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