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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

TERAPIA DE RESSINCRONIZAÇÃO CARDIACA PARA TRATAMENTO DE INSUFICIENCIA CARDIACA PEDIATRICA EM POS OPERATÓRIO DE CARDIOPATIAS CONGENITAS

Ana Paula Damiano, Fernando Antoniali, Fernando Mello Porto, Tatiane LF Andrades, Raquel MN Paiuta, Raquel Vieira da Silva, Jean MVP Oliveira, Jorge Luis da Silva, Jose Francisco K Saraiva
PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS – PUCAMP - - SP - BRASIL

Introdução: A terapia de ressincronizaçao cardiaca (TRC) é uma opçao terapeutica no tratamento da insuficiência cardiaca (IC) grave do adulto com resultado satisfatorio em até 70% dos pacientes. Entretanto, ainda são poucos os casos de utilizaçao desta terapêutica na infância e não há consenso estabelecido para essa faixa etária. Descrevemos o caso de 2 crianças submetidas a TRC para tratamento de IC em pos operatório (PO). Casuística: ICAB, masculino, aos 18m teve diagnostico de cardiomiopatia dilatada grave (FE-VE=22%) por origem anômala de a.coronária esquerda do tronco pulmonar. Foi submetido a cirurgia corretiva e implante de marcapasso (MP) no 2º PO devido a bloqueio atrioventricular total (BAVT), MP DDD epicardico em AE e VE, porém manteve fração de ejeção (FE) de 20%, QRS > 200 ms e CF IV com terapeutica medicamentosa otimizada, sendo optado, após 1 ano, pela TRC (implante de eletrodo endocardico em VD Medtronic). Após  3 meses, o paciente evolui para CF I e mantinha bons limiares, QRS < 150ms e FE=40%. Paciente GFG, 5 anos, submetido a correçao de CIA ampla no 1º ano e implantando MP por BAVT no PO imediato (VVIR epicardico, St Jude). Evoluiu com piora clínica progressivamente até CF IV mesmo com terapia medicamentosa otimizada (FE=28%), SVE e BRE (QRS > 200ms). A cintilografia que foi negativa para miocardite e optado por TRC com MP multisitio a esquerda, AD e VD endocardicos e novo eletrodo epicárdico em VE por toracotomia lateral, Medtronic, após determinaçao do melhor local pelo método ecocardiográfico strain bidimensional. Após 14m encontrava-se novamente em CFI, ritmo sinusal, QRS< 150ms e FE=48%. Comentários: A terapêutica da IC grave na criança portadora de cardiopatia congênita tem aspectos peculiares em relação ao adulto e é comum a presença de bloqueio de ramo devido a cicatriz cirurgica extensa, bem como disfunção associada de VD. A despolarizaçao eletrica encontra-se frequentemente alterada nesses pacientes o que pode levar a assincronia da contração mecânica, depressão da função miocárdica e remodelamento inadequado. A ressincronização permite a contração máxima simultanea de ambos os ventriculos e a melhora do débito cardíaco. Conclusão: a TRC deve ser considerada nos casos de BAV pos operatório com IC grave, QRS alargado e resposta insatisfatória ao uso de terapia medicamentosa após a avaliaçao individualizada de cada caso.

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