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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Estudo Prospectivo e Randomizado da Eficácia e Segurança da Ablação Epicárdica de Taquicardia Ventricular em Pacientes com Doença de Chagas

Cristiano Faria Pisani, Sissy Lara Melo, Carina Hardy, Alex Guabiru, Wallyson Fonseca, Hugo Bellotti, Muhieddine Chockr, Denise Hachul, Francisco Darrieux, Mauricio Scanavacca
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: O mapeamento e ablação epicárdico é frequentemente necessário em pacientes com cardiopatia não-isquêmica, especialmente pacientes com doença de Chagas. Entretanto, não existem estudos randomizados provando a sua superioridade em comparação a ablação endocárdica exclusive.

Métodos: Foram selecionados 20 pacientes com doença de Chagas encaminhados para ablação de TV sendo randomizados para (1) ablação endocárdica exclusiva e (2) ablação endo e epicárdica. No grupo endo/epi a ablação era realizada na superfície que se observava os melhores sinais durante TV ou mapeamento de substrato. Na ablação endocárdica, era realizada inicialmente na superfície endocárdica apenas e se não existisse cicatriz ou a TV clínica se mantivesse indutível ocorria “crossover”. O end-point eficácia foi a não reindutibilidade da TV e segurança foi o índice de complicações.

Resultados: A maioria dos pacientes eram do sexo masculino (7 endo e 6 no epi/endo), com idade mediana de 65 (Q1: 57 Q3 69) e 56 (Q1: 42 e Q3: 61; P=0,03) e FEVE de 33±6 e 33±11% (P=NS), respectivamente. No grupo endo exclusivo, a ablação falhou em oito pacientes e sucesso completo foi obtido em dois. Entre os oito com insucesso, em dois não foi realizado “crossover” e nos demais foi realizado, sendo que em três foi por não haver cicatriz endocárdica e nos outros três, a TV continuava indutível. Após o “crossover”, sucesso completo foi obtido em quatro, sucesso parcial em outros quatro e insucesso em dois. No grupo endo/epi, foi conseguido sucesso completo em três pacientes, parcial em 6 e insucesso em um. Foram realizadas aplicações epicárdicas em todos os pacientes. Foi observado significativamente menos insucessos no grupo combinado epi/endo (10% vs 80%; P=0,003). Quando se incluiu o “crossover”, essa diferença desapareceu (10% 20%; P=0,64), embora tenha ocorrido alto índice de “crossover” (60%). Ocorreu um número maior de punção do VD no grupo endo apenas após o “crossover”, porém essa diferença não foi significativa. O volume de sangue drenado após a punção do VD foi semelhante em ambos os grupos, assim como o número de pacientes e o tempo que o dreno foi mantido.

Conclusão: Neste estudo randomizado de ablação epicárdica e endocárdica de TV em pacientes com Doença de Chagas, ocorreu menos insucesso na ablação quando a estratégia combinada endo e epicárdico foi utilizada. Ambas estratégias foram seguras

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