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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

ASSOCIAÇÃO DOS FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR CLÁSSICOS COM O TAMANHO DAS LIPOPROTEÍNAS

Freitas, M. C. P., Melo, A. L. T. R., Figueiredo Neto, A. M., Damasceno, A. T., Damasceno, N. R. T.
Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) - São Paulo - São Paulo - Brasil, Instituto de Física da Universidade de São Paulo - São Paulo - São Paulo - Brasil

INTRODUÇÃO: Os fatores de risco clássicos para doenças cardiovasculares incluem hipertensão, dislipidemia, tabagismo, diabetes e obesidade. Entretanto, o tamanho das lipoproteínas é citado pela influência na modulação do risco. O objetivo do estudo foi obsevar a associação dos fatores de risco clássicos com o tamanho das lipoproteínas. MÉTODOS: Estudo transversal com 353 participantes de ambos os sexos, idade média de 52 anos. O colesterol total, triacilgliceróis e colesterol associado à lipoproteína de alta densidade foram analisadas por kits comerciais e o colesterol associado à lipoproteína de baixa densidade  foi estimado. O tamanho das lipoproteínas de alta densidade (HDL) e baixa densidade (LDL) foi determinado por meio do sistema Lipoprint®. ANÁLISES ESTATÍSTICAS: Modelos de Regressão Logística. Significância estatística adotada p<0,05. RESULTADOS: De acordo com os Modelos de Regressão a diabetes mellitus (DM) foi associada a maior chance de um percentual mais elevado de partículas pequenas de HDL, independente dos ajustes. A hipertensão arterial sistêmica (HAS) foi associada a menores chances de percentuais elevados de partículas grandes de HDL e maiores chances de percentuais elevados de partículas pequenas, os resultados se acentuaram após os ajustes. O fumo se associou a menores chances de percentuais mais altos de partículas grandes de HDL, porém os resultados perderam a significância após os ajustes e se associou a maiores chances de percentuais elevados de partículas pequenas de HDL. A dislipidemia (DLP) se associou a maiores chances de percentuais mais altos de LDL pequena, independente dos ajustes.  O excesso de peso (IMC>25 kg/m2) se associou a menores chances de percentuais elevados de HDL grande e maiores chances de percentuais elevados de LDL pequena, independente dos ajustes.

CONCLUSÕES: O presente estudo demonstrou associação negativa dos fatores de risco clássicos com as HDL grandes e associação positiva com as pequenas, inclusive com as LDL pequenas que são reconhecidas por sua participação na progressão da aterosclerose. Conclui-se que apesar do consenso sobre a relevância dos fatores de risco clássicos nas doenças cardiovasculares e da recomendação do monitoramento desses parâmetros, o tamanho das subfrações lipoproteicas parecem também modular o risco cardiovascular e podem ser utilizadas como marcadores emergentes coadjuvantes na estimativa do risco.

 

 

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