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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

INFLUÊNCIA DA OBESIDADE SOBRE OS NÍVEIS DE MMP-9 NOS PACIENTES HIPERTENSOS RESISTENTES

Ritter, AMV, de Faria, APC, Sabbatini, A.R, Barbaro, N.R, Corrêa, NB, Brunelli V, Catharina, AS, Almeida A, Modolo R, Moreno H
FACULDADE DE CIENCIAS MÉDICAS – UNICAMP - - SP - BRASIL

INFLUÊNCIA DA OBESIDADE SOBRE OS NÍVEIS DE MMP-9 NOS PACIENTES HIPERTENSOS RESISTENTES 

Introdução: Durante o processo inflamatório observado na hipertensão arterial e obesidade ocorre a destruição da matriz extracelular decorrente do desequilíbrio entre as enzimas metaloproteinases 2 e 9 (MMP-2 e MMP-9) e seu inibidor tecidual 2 e 1 (TIMP-2 e TIMP-1), respectivamente. No entanto, até o momento não foi verificado o nível dessas enzimas nos pacientes obesos com hipertensão arterial resistente (HAR). O paciente com HAR é categorizado pela falta de controle pressórico com uso de 3 classes de fármacos anti-hipertensivos ou a necessidade de 4 ou mais classes para o controle pressórico. Além disso, está bem estabelecido que a obesidade e alterações cardiovasculares estão frequentemente associados com a HAR. Objetivo: O objetivo do presente trabalho foi verificar os níveis plasmáticos das MMP-2 e 9, seus inibidores e razões MMP-2/TIMP-2 e MMP-9/TIMP-1 nos pacientes com HAR obesos e não obesos.  Método: Esse estudo transversal avaliou 122 pacientes com HAR: 67 obesos (IMC ≥30 kg/m2) e 55 não obesos (IMC 2).  Foram determinados os níveis plasmáticos das MMP-2 e 9, seus inibidores e razões e comparado com dados clínicos e bioquímicos. Os níveis das MMPs e TIMPs foram determinados por método de ELISA e a hipertrofia ventricular esquerda (HVE) por ecocardiograma (≥115 g/m2 para homens e ≥ 95 g/m2 para mulheres).  Resultados: Não encontramos diferença entre os níveis plasmáticos de MMP-2, TIMP-2 e MMP-2/TIMP-2 entre os pacientes obesos e não obesos com HAR. No entanto, encontramos maiores níveis plasmáticos de MMP-9 [26,6 (21,3 – 52,2) vs 23,0 (18,2 – 39,7 ng/mL), p>0,05] e sua razão MMP-9/TIMP-1 [0,4 (0,24 – 1,16) vs 0,26 (0,19 – 0,54), p>0,05] nos pacientes obesos comparado com os não obesos, respectivamente. Além disso, verificamos através de análise linear múltipla que a obesidade influencia os níveis de MMP-9 independente de gênero, raça, idade e presença de diabetes (β = 20,17; S,E = 7,08; p = 0,005). Adicionalmente, os pacientes obesos com HVE apresentaram níveis mais elevados de MMP-9 comparado com os pacientes não obesos com HVE [28,5 (22-64) vs 21,1 (17 – 36 ng/mL), p>0,05]. Conclusão: Portanto, nossos resultados sugerem que os níveis de MMP-9 são influenciados pela obesidade e possuem um importante papel no remodelamento cardíaco nos pacientes com hipertensão arterial resistente. 

 

Palavras-chave: hipertensão resistente; obesidade; metaloproteinases-9; remodelamento cardiovascular.

 

 

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