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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Treinamento físico preserva neurônios pré ganglionares vagais e restaura o tônus parassimpático na insuficiência cardíaca

ICHIGE, M H A, SANTOS, C R, JORDÃO, C P, CERONI, A, NEGRÃO, C E, MICHELINI, L C
ICB - USP - Instituto de Ciências Biomédicas - São Paulo - SP - Brasil, INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL, USP - Escola de Educação Física e Esporte - São Paulo - SP - Brasil

Introdução

O treinamento físico é uma conduta eficiente para atenuar a simpatoexcitação induzida pela insuficiência cardíaca. Embora a modulação simpática na insuficiência cardíaca tenha sido amplamente estudada, faltam informações acerca do controle parassimpático. Nós examinamos os efeitos combinados dos tônus simpático e vagal ao coração de ratos infartados sedentários (S) e treinados (T) e a contribuição dos respectivos neurônios pré-motores e pré-ganglionares.

Métodos

Ratos Wistar foram submetidos à ligadura da coronária descendente anterior (HF) ou cirurgia SHAM e, após 4 semanas, avaliados por ecocardiografia e designados a protocolos de T ou S por 6 semanas. Ao fim dos protocolos, os animais foram canulados para aquisição de variáveis hemodinâmicas, tônus autonômico (atropina e atenolol iv) e função ventricular; e os encéfalos foram coletados para realização de ensaios de imunorreatividade para Colina Acetiltransferase (ChAT) e Dopamina b-hidroxilase (DbH) nos núcleos dorso motor do vago, ambíguo e bulbo ventrolateral rostral.

Análise estatística

A comparação entre grupos (HF vs. SHAM) e condição (T vs. S) foi feita através de two-way ANOVA e o teste post-hoc de Tukey. Análises de correlação foram realizadas pelo teste de Pearson. As diferenças foram consideradas significativas quando P < 0,05.

Resultados

Os HF-S vs. SHAM-S apresentaram capacidade de exercício diminuída, fração de ejeção reduzida, pressão diastólica final do ventrículo esquerdo aumentada, menor dP/dt positiva e negativa, frequência cardíaca intrínseca diminuída, queda do tônus parassimpático e aumento do simpático, redução da imunorreatividade para ChAT no dorso motor do vago e ambíguo e aumento para DbH no bulbo ventrolateral rostral. O T aumentou a performance em esteira, normalizou o tônus autonômico e a frequência cardíaca intrínseca e corrigiu a imunorreatividade para ChAT e DbH em todos os núcleos estudados, sem afetar as variáveis de função ventricular. Encontramos correlações positivas entre o tônus parassimpático e a imunorreatividade para ChAT no núcleo ambíguo e dorso motor do vago (P<0.05, r entre 0.583 e 0.820). A correlação entre o tônus simpático e a imunorreatividade para DbH não atingiu significância.

Conclusão 

Ao preservar os neurônios pre-ganglionares vagais e reduzir a elevada expressão dos pré-motores simpáticos na HF, o treinamento demonstra possuir, além de seus bem estabelecidos efeitos sobre o eixo simpático, capacidade de corrigir o tônus parassimpático ao coração, mesmo na persistência de disfunção cardíaca.

 

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