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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Administração prolongada de dipiridamol melhora a perfusão miocárdica mas não impede a progressão da disfunção ventricular esquerda na cardiomiopatia chagásica crônica em hamsters

Simões, MV, Tanaka, DM, Carvalho, EEV, Oliveira, LFL, Romano, MMD, Oliveira, GG, Barros-Filho, ACL, Ribeiro, FFF, Santana-Silva, J, Marin-Neto, JA
FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO - Ribeirão Preto - SP - Brasil

Introdução:Distúrbios de perfusão miocárdica são frequentes na cardiomiopatia chagásica crônica (CCC) e podem estar envolvidos nos processos fisiopatogênicos que levam à disfunção sistólica ventricular esquerda (DSVE). Objetivo: Avaliar os efeitos do uso prolongado do agente vasodilatador coronário dipiridamol (DIPI) sobre a perfusão miocárdica e função sistólica do ventrículo esquerdo em modelo de CCC. Métodos: Foram investigados 4 grupos de hamsters fêmeas: animais infectados com T cruzi e tratados com DIPI (CH+DIPI, n=15); infectados e tratados com salina (CH+Salina, n=15); animais não infectados e tratados com DIPI (CO+DIPI, n=12) e tratados com salina (CO+Salina, n=11). Após 6 meses de infecção (condição basal), os animais foram submetidos a ecocardiograma, para avaliar a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE), e à cintilografia de perfusão miocárdica por SPECT com Sestamibi-Tc99m, para avaliar a área de defeito de perfusão em repouso (DP = pixels com captação miocárdica <50% do máximo valor de captação). Em seguida, receberam DIPI (4mg/Kg ip), 2x/dia, ou salina durante 4 semanas e então reavaliados com os mesmos métodos de imagem. Resultados: Os resultados são apresentados na tabela. Na condição basal os animais chagásicos apresentaram maior área de DP do que os controles (p=0,0005), mas valores semelhantes de FEVE (p=0,3). Após o tratamento, foi encontrada redução significativa dos DP somente no grupo CH+DIPI (p=0,004), mas não no grupo CH+placebo (p>0,05) ou controles (p>0,05).  Após tratamento, os animais do grupo CH+DIPI, exibiram área de DP semelhante aos animais controles (p>0,05). Ambos os grupos chagásicos apresentaram redução da FEVE (p<0,001) quando avaliados após tratamento em relação ao basal. Nenhuma mudança significativa na FEVE foi observada nos animais controles.  Conclusão: O uso prolongado de DIPI em animais com CCC associou-se à significativa melhora dos distúrbios de perfusão miocárdica, contudo, sem impedir a progressão da DSVE. Esses resultados sugerem que alterações da perfusão miocárdica microvascular não seja um mecanismo lesivo miocárdico central no complexo fisiopatogênico na CCC.

Tabela: Resultados das variáveis de perfusão miocárdica e ecocardiográficas

Grupos Defeitos de perfusão  FEVE 
  basal (%) pós (%) basal (%) pós (%)
CH+DIPI 20,87±4,25 6,6±1,83*   66,3±2,47  54,64±1,72*
CH+Placebo  12,92±3,53 11,15±2,74   69,3±1,44 54,36±2,48* 
CO+DIPI  4,83±0,94 2,75±0,88   61,21±1,85  56,03±3,46
CO+Placebo  3,54±0,76  5,54±0,91 65,1±3,10  59,96±2,78 

*p<0,05 em relação ao basal

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