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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Papel da função diastólica na qualidade de vida e capacidade funcional de pacientes com insuficiência cardíaca submetidos a um programa de exercício físico combinado

Meliza Goi Roscani, Tainá F. C. Valadão, Fabio Henrique de O. Ribeiro, Jonas A. Araujo Junior, Juliana Milan, Ricardo Carneiro Borra, Silmeia Garcia Zanati, Aparecida Maria Catai, Hueb JC, Matsubara BB
Ufscar - Sao Carlos - SP - Brasil, FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - - SP - BRASIL

Os efeitos favoráveis de um programa de exercício físico combinado (EFC) em pacientes com insuficiência cardíaca (IC) são conhecidos na literatura.  Estudos apontam que os  efeitos benéficos do EFC se devam à melhora na função diastólica (FD) do ventrículo esquerdo. Objetivos: avaliar o efeito do EFC sobre a FD de pacientes com IC e verificar se a melhora da FD é associada a melhora na qualidade de vida (QV) e capacidade funcional (CF) desses pacientes . Metodologia: Ensaio clínico, randomizado, que incluiu 42 pacientes com IC e fração de ejeção reduzida (<50%), maiores de 18 anos. Os pacientes foram distribuídos em 2 grupos pareados por idade e sexo: grupo controle n=20: não submetido à prática de EFC. Grupo intervenção n=22: submetidos a um programa de exercício físico supervisionado composto por exercício aeróbico complementado por exercício de força 3 vezes por semana por 12 semanas. Os dois grupos foram submetidos inicialmente e após 12 semanas à avaliação clínica, teste de caminhada de 12 minutos, ecocardiograma e avaliação da QV pelo questionário SF-36. Análise estatística: Foi realizado teste “t” dos resultados das diferenças entre os momentos pós e pré protocolo comparando os dois grupos, ou de Mann Whitney para dados com distribuição não normal. Foi utilizado testes de correlação para associações de variáveis do mesmo grupo. Resultados:  Não houve diferença estatística entre as variáveis de função diastólica e entre os grupos e nem correlação com QV e CF.O Grupo intervenção apresentou ao final da pesquisa melhora significativa nos sintomas de dispneia (p=0,01)  dor torácica (p=0,02), na CF, avaliada pelo teste do Cooper  (p<0,001) ao final da pesquisa em relação ao grupo Controle. Ao término do protocolo, houve melhora significativa em quatro das oito dimensões do questionário de QV no Grupo Intervenção em relação ao Grupo Controle: Capacidade funcional (p<0,001), limitação física (p=<0,001), estado geral de saúde (p<0,001) e vitalidade (p<0,001). Também foi observada relação positiva entre a CF e três dimensões avaliadas no questionário SF-36: vitalidade (R=0,459, R2= 0,211 e P= 0,036), aspectos sociais (R= 0,510, R2= 0,260 e P= 0,018) e limitações por aspectos emocionais (R= 0,529, R2= 0,279 e P= 0,014).  Conclusão: Um programa de EFC supervisionado de 12 semanas em pacientes com IC  é capaz de promover impacto favorável na sintomatologia, CF e QV. Esses efeitos não dependeram da função diastólica do VE. Apoio FAPESP

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