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A Alteração do Descenso Noturno é um Bom Marcador da Presença da Apneia Obstrutiva do Sono?

Genta-Pereira Daniel Castanho, Genta-Pereira Daniel Castanho, Furlan SF, Omote DQ, Bortolotto LA, Lorenzi-Filho G, Drager LF
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

A Alteração do Descenso Noturno é um Bom Marcador da Presença da Apneia Obstrutiva do Sono?

Daniel Castanho Genta-Pereira, Sofia F. Furlan, Daniel Q. Omote, Luiz A. Bortolotto, Geraldo Lorenzi-Filho, Luciano F. Drager

Introdução: A Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) é uma condição clínica caracterizada por obstruções parciais ou completas das vias aéreas superiores durante o sono. Estudos prévios mostram que a AOS está frequentemente associada com alterações no descenso noturno pela monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA). No entanto, não está claro se a alteração do descenso noturno tem boa acurácia para detectar a presença da AOS.

Métodos: Recrutamos de forma consecutiva pacientes com indicação de realizarem a MAPA. Este exame foi realizado e interpretado segundo as diretrizes Brasileiras da MAPA. Definimos a alteração do descenso noturno quando a pressão arterial sistólica ou diastólica apresentou uma redução inferior a 10% da pressão arterial observada na vigília. Todos os pacientes foram convidados a participar do estudo para realizarem a monitorização portátil do sono. Definimos a AOS por um índice de apneia e hipopneia ≥15 eventos por hora. A análise do monitorização portátil do sono ocorreu sem o conhecimento dos dados da MAPA. Calculamos a acurácia, a sensibilidade, a especificidade, valor preditivo positivo e valor preditivo negativo da alteração do descenso noturno em detectar a AOS.

 Resultados: Após excluirmos pacientes que se recusaram a fazer o exame (n= 6 ) ou que apresentaram falha no exame do sono (n=8 ), estudamos 74 pacientes. Dentre os pacientes incluídos no estudo temos o seguinte perfil demográfico e clínico: idade (61,1±11,5 anos), IMC (30,6±5,6Kg/m2), circunferência cervical (39,1±3,8cm), sexo masculino (44,6%), hipertensos (97,3%), diabéticos (39,2%) e dislipidêmicos (71,6%). Não foram observadas diferenças nestes parâmetros em pacientes que tiveram ou não o descenso noturno da pressão arterial. A AOS foi detectada em 33 pacientes (44,6%). Pacientes com AOS apresentaram maior frequência de alteração do descenso noturno do que pacientes sem AOS (76,5 % vs. 23,5%; p= 0,014). A tabela a seguir detalha a performance da alteração do descenso noturno em relação à AOS:

Acurácia

 63%

Sensibilidade

76,4%

Especificidade

51%

Valor preditivo Negativo

56,5%

Valor preditivo positivo

72,4%

 

 

 

 Conclusão: Apesar da AOS estar associada com um aumento na alteração do descenso noturno da pressão arterial, este achado tem baixa acurácia em detectar a presença da AOS. 

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